Treino Diário - Katherina Herz Schratter

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Treino Diário - Katherina Herz Schratter

Mensagem por Ashley Mäirnshard em Sab Maio 17, 2014 11:26 am



Treinos Diários

local de treinamento da semideusa



We seem so lost and jaded
And still we march further away, singing our songs of yesterday. While so much still stands in our way, voices with nothing to say. Ashley Malone Herz Mäirnshard
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Re: Treino Diário - Katherina Herz Schratter

Mensagem por Ashley Mäirnshard em Sab Maio 17, 2014 11:42 am

Treino Iniciado
» Hora atual/Início do treino: 7:15 AM
» Tempo de duração do treino: 30 minutos


ok, we are dancing and drinking until my evil weed disappears.

O sono havia me abandonado cedo, oque é simplesmente detestável, pois não conseguia permanecer nem ao menos deitada em minha cama. Levantei-me e tratei de me vestir decentemente, trajando roupas confortáveis e me leves, boas para treinos e qualquer outra coisa que eu decidisse fazer ao decorrer do dia. Arrumar algo para fazer não seria um enigma, poderia ir para a cozinha fazer meu desjejum matinal, ou simploriamente poderia achar alguém para me divertir na arena. O sono não habitava em meu corpo, oque me deixava exageradamente agitada e empolgada para qualquer coisa, até para treinar espadas logo de manhã cedo. Ao colocar os pés para fora do chalé das proles de Hermes pude perceber que o acampamento estava quase que devastado; não tinha tantos campistas à vista, a maioria deveria estar no refeitório. Desci os três degraus da varandinha do chalé enquanto prendia meu cabelo num prático rabo de cavalo e me direcionava para a arena. Ultimamente, eu estava apenas levando a minha vida, a empurrando a ponta pé para ver oque iria dar. Os fantasmas já não me assombravam mais, não ali no acampamento. Eu descobri que deuses gregos existem, e que eu era filha de um deles.

Para minha total surpresa eu encontrei três campistas já na arena. Dois deles estavam lutando, e um estava assistindo. Me aproximei devagar do local em que uma garota estava, a mesma nem pareceu prestar atenção na minha aproximação, então tive que fazer um comentário para que sua atenção fosse transferida para mim. – Hm... aceita um duelo bem amistoso? – digo, com um mínimo sorriso de lado, tão mínimo que nem meus dentes apareciam. Cruzo os braços sobre o busto e suavizo a expressão facial, analisando o comportamento estupefato da garota. Ela realmente estava bem concentrada na luta entre os meninos, de modo que eu praticamente lhe dei um belo susto. – Sou Katherina... ata, desculpa, estou incomodando – reviro os olhos e me viro, saindo andando a caminho da parede onde as armas eram guardadas. Sabia que meu ato havia a pegado de surpresa, mas era irritante toda vez tentar criar um laço de amizade com alguém e ele acabar fazendo a careta que todos faziam quando eu dizia minha progenitora. A menina arrependida veio atrás de mim, apresentando-lhe como Aline, cria de Atena, e dizendo que estava a fim de treinar comigo. – Tá bom – respondi a menina, pegando uma espada comum e logo em seguida um escudo. Deixei a irritação de lado, ou pelo menos tentei, pois até agora a pouco eu estava super animada para um treino. Caminhei até o centro da arena e esperei Aline me acompanhar. Cansados, os outros dois campistas foram se assentar e acompanhar a luta que ocorreria. – É só um treino... não precisa ter medo de mim – reviro os olhos encarando Aline na minha frente. Estava acostumada com todos me olhado de forma estranha, como se minha aparência dissesse tudo de mim. Ela retrucou dizendo que não estava com medo, mas eu podia ver em seus olhos, ela aparentemente era bem frágil, porém o maior desafio que eu teria com ela seria sua estratégia. Eu não sabia se era boa estrategista, eu apenas lutava, fazia oque minha cabeça mandava. De 10 lutas eu acho que consigo ganhar 6, oque já é uma coisa boa. Ela perguntou se eu estava pronta, percebi o tom esnobe e superior que os filhos de Atena portavam, tão sabichões, dava até enjoou. Engoli em seco e inclinei o queixo para cima – Sempre – dou um sorriso pseudo-confiante e dou um passo para trás, posicionando a espada e o escudo. Aline fez o mesmo; um dos romanos sinalizou o começo da luta com um assovio mesmo que nenhuma de nós duas tivesse pedido para o mesmo fazer, de qualquer modo eu o agradeci mentalmente.

Ergo a espada dando inicio ao meu primeiro ataque insano, talvez para não ficar minutos encarando meu oponente como muitos faziam. Dou uma investida contra Aline, batendo bruscamente a parte plana de minha espada contra a espada da filha de Atena; o som de metais colidindo foi estridente e desconcertante, mas não poderia me dar o luxo de perdes as linhas logo no início, porém só cerrei os dentes e recuei. Eu sabia que Aline não iria pegar nem um pouco leve comigo, ela queria, talvez, mostrar o como os filhos de Atena não são apenas nerd. Ela também era novata por ali, tinha apenas uma conta em seu colar que mostrava uma coruja. O olhar que ela me lançou foi desafiador, e fiz questão de que tal coisa fosse recíproca. Depois da brusca colisão entre as lâminas, eu arrisquei um golpe superior em seu ombro esquerdo, que foi repelido pelo escudo de Aline. O impacto do gume da espada contra a face do escudo me causou nervos, mas logo virei à mão, e consequentemente a espada, contra a espada de Aline, um golpe defensivo e evasivo que poderia ter me dado algum ponto de vantagem se tivesse usado o escudo e não a espada para me defender. Obriguei-me a recuar o braço que portava a espada, uma vez que aquele ataque contínuo não resultaria numa vitória. Empurrei a espada de Aline com meu escudo e utilizei a minha força contra a dela, isso me deu vantagem. Ela usava a espada, e eu o escudo. Dei uma investida com minha espada contra suas pernas, mas com sagacidade e reflexo ela percebeu eu movimentando a arma e deu um salto alto o suficiente para evitar o golpe. – Droga – reclamo por instinto. De novo estávamos numa considerável distancia. Respirei fundo, enquanto encarava Aline. Se eu conseguisse tirar seu escudo poderia ter uma boa vantagem nessa luta. Tento novamente um ataque em Aline, desta vez tendo o tronco como alvo, não foi algo impensado e com cem por cento de chance de defesa. – Droga, de novo - bufei. Avancei com a espada, porém tentando a sorte de ataca-la externamente na guarda, eu previa que ela defenderia por dentro, mantendo a lâmina numa posição vertical/diagonal e o punhal para baixo; quando Aline ergueu a sua espada para defender-se de meu contra-ataque, habilmente virei o punhal de minha arma para baixo e deixei o escudo colidir contra sua espada, não daria tempo de absorver a ideia, até que o sabre de minha espada lhe acertasse na parte de trás do joelho, fazendo uma Aline surpresa cambalear, o suficiente para eu ver o corte que havia feito na área atingida e para que eu tentasse um novo ataque. Todavia não consegui ser tão veloz ao fazer com que sua guardo do escudo dela oscilasse, e a mesma defendeu o ponto abaixo da costela, local de destino para meu ataque.

Aline de modo astuto se arriscou a se aproximar mais de mim; ambas as espadas se bateram no ar de modo contínuo e insistente por parte de Aline, o estridente retinir de aço contra aço fazia-me piscar toda hora. Não consegui entender o porquê de ela estar fazendo isto, mas o ataque seguinte da garota me fez compreender de uma maneira desagradável. Ela usou a empunhadura de sua espada para bater em meu pulso, fazendo com que o mesmo perdesse a força e soltasse o escudo por conta da dor. Ouvi o escudo cair no chão, e tal ataque de Aline me surpreendeu. – Digna filha de Atena – murmurei, enquanto continuava a bater minha espada contra a dela. Os movimentos dela se tornavam acelerados cada vez mais, e muito mais agressivos. A dosagem de força que ela aplicava era oque mais complicava; cada vez que ela batia sua espada contra a minha, um passo eu dava para trás para impedir que a ponta de sua espada atingisse meu rosto. Me desconcentrei por um segundo e pronto, sua espada fez um corte em minha testa. – Não guarde ressentimento – falo suavemente, surpreendendo até a mim mesma por falar daquele jeito naquela situação. Como se tivesse jogando golfe, eu invisto minha espada contra a dela, não com a intenção de defesa ou ataque, mas sim para desarmar; por isto ao deferir o golpe eu o apliquei bem perto da empunhadura. Não consegui desarma-la, mas senti que ela se sentiu um tanto desconfortável e aquele golpe havia tido um efeito ruim para ela. Dei um passo para trás e dei um golpe com o pé que vulgarmente as pessoas apelidam de “voadora”; chutei seu abdômen com força e precisão, me lembrando que teria que manter o outro pé firme no chão. Não sai impune, ela tentou praticamente cortar minha cabeça, aplicando um golpe na diagonal com a espada, mas eu me abaixei habilmente. Ela pediu em falsete desculpa, e eu apenas ri. Eu sabia que ela estava com dor, e precisava usar isso contra ela. Mas eu também estava com dor, mas não a deixava saber disso. Aline segurou meu pulso que portava a espada com tanta força que pensei que ela queria arranca-lo fora, senti o formigamento vindo e minha mão gelando por conta da falta de circulação. – Meninas, calma, calma. O treino acabou – disse um dos garotos, correndo para nos separar. Ele havia percebido que o treino estava ficando, digamos, quente demais. Talvez os hormônios e o sangue divino estivesse falando alto demais em nossas cabeças, e precisamos saber controlar isso.

deles tirou Aline de perto de mim, o outro me ajuda a ver se minha mão ainda estava no lugar. De certo ela estava quase ficando roxa, nunca pude imaginar que Aline tinha tanta força assim. Minha mão estava dormente, ela ainda segurava a espada, mas eu não conseguia sentir. O garoto que me ajudava tirou a espada de minhas mãos e eu comecei a massageá-la, sentindo o irritante formigamento. Olhei com ferocidade para a prole de Atena, guardando bastante ressentimento da garota. Agradeci aos garotos e me virei, retirando-me da arena.



Treino FInalizado
» Hora do Início do treino: 7:15 AM
» Tempo de duração: 30 minutos
» Hora atual/término do treino: 7:45 AM


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